Não sei nem por onde começar, pois não sei quando começou. Mas sei que eu estava feliz em todos as áreas da minha vida quando ele apareceu. Um garoto, que nem eu já fui um dia, magricelo, sem muitos atrativos, apenas um olhar que faz qualquer pessoa se perder. Lógico que não imaginei naquela época o que iria imaginar depois. Conforme os dias iam passando, descobri seu sorriso incrível, sua humildade, sua alegria, e pouco a pouco isso foi entrando dentro do meu cérebro e ficou lá, gravado. Até os problemas dele passaram a ser importantes pra mim. Rezava em casa para que ele estivesse bem, seguro, sem aprontar alguma coisa que o ferisse. Houve uma época em que ele se feriu gravemente e ficou internado, talvez tenha sido aí que eu percebi a importância dele pra mim. O quanto eu queria que ele se recuperasse logo e voltasse. Eu sentia falta do sorriso, dos olhos, do cheiro. Foi aí que eu comecei a ‘imaginar’! Imaginava como seria assistir um filme com ele, e depois conversar sobre o que vimos e dar risadas juntos. Imaginar seu cheiro nos meus braços e seu gosto na minha boca, entrando e invadindo a garganta, escorrendo em cada pedaço do meu ser. Eu saía na rua, com ou sem motivo, e ficava procurando-o. Queria um encontro casual, cruzar por ele e dar um “oi” já seria o suficiente. Ou não seria? O que seria suficiente? O que eu quero? Não sei. Eu queria saber como é sentir de novo! Sentir o nervosismo do primeiro beijo, aquele gosto de escondido, aquele coração disparado, a adrenalina correndo nas veias e dilatando partes do corpo que eu só me atrevo a imaginar.
Talvez
nunca saiba como seria, e isso é tão cruel! Talvez fosse ruim, é uma
possibilidade. Mas talvez fosse bom, incrível, algo que marcasse e nos fizesse
sorrir toda vez que lembrarmos aquele momento. Ninguém tem garantia que algo
vai ser bom ou dar certo, mas mesmo assim as pessoas arriscam, porque isso e o
que nos move: experimentar coisas novas e decidir se aquilo nos faz bem ou não.
E eu não sei! Hoje, a saudade me dói um pouco, não ver me deixa um pouco
infeliz. Evito olhar fotos e mandar mensagens, porque o que os olhos não veem,
o corpo não deseja. E eu desejo cada centímetro dele, percorrer seu corpo com
minha língua e boca como se pudesse engolir e guardar ele dentro de mim.
Mas
porque estou escrevendo isso? Porque preciso por pra fora! Vou explodir se
ficar só na imaginação. Eu preciso de algo real! Eu preciso saber como ele
está, se está feliz, se está bem? Se alguém machucou ele? Se ele sorri com
outra pessoa, se ele lembra de mim, se ele já imaginou algo parecido comigo. É
tantas perguntas e nenhuma resposta! Outra pessoa vai olhar filme com ele?
Outra pessoa vai se preocupar com ele como eu me preocupo? Outra pessoa vai ter
o mesmo carinho que eu tenho por ele? Outra pessoa vai abraça-lo quando ele
estiver triste? Eu sei que sim, mas espero que se essa pessoa o magoar, ele
lembre que eu estou aqui, sempre esperando, sempre desejando sua presença, e
que ele pode vir porque tem um lugar que é dele no meu coração. Esse coração
que bate mais forte quando pensa nele. E eu penso muito nele! Deus, que ele
esteja bem. E se um dia toda minha imaginação virar realidade, que eu saiba
fazer ele feliz, e que ele saiba o quanto eu gosto dele. Que ele saiba
valorizar o que eu sinto, e nunca brinque com o que sinto ou falo. Que este
desejo permaneça secreto, mas que se torne real.
Um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só! Um
sonho que se sonha junto é realidade!
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